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Caminhos da fé
Qualquer semelhança com título de novela da Record é mera coincidência
Hoje, na minha caminhada matinal, deparei-me com uma senhora que também caminhava, mas em direção contrária (até na hora do exercício sou anti-horário). O que me chamou a atenção, de longe, foi que ela segurava um objeto com uma certa força em uma das mãos (sou péssimo de direita e esquerda). Ao cruzarmos, percebi então o tal objeto. Um crucifixo. E percebi também que ela estava pedindo as divindades alguma coisa bem (im)possível, pois caminhava e rezava com tanto fervor, segurando bem forte na ponta dos dedos, as contas do crucifixo para não perder a ‘estação’ da oração, a casa em que Maria se encontrava naquele momento de sua oração, o trem da fé e o passo da caminhada que depois de presenciar a cena, não sei se era sacrifício ou se rezava, enquanto se exercitava, pra não perder tempo.
Confesso que nunca a tinha visto antes ou não chamava minha atenção por outros predicados, sempre tenha passado despercebida. Perdoem-me o julgamento, mas ela não tinha cara de beata e por isso é que achei estranho ou pouco comum. Será que isso é a encarnação cênica da música do Gilberto Gil? “Andar com fé eu vou que a fé não costuma faiá...” Não me encontrei mais com aquela senhora, mas juro que queria saber para quem rezava tanto e, perdoem-me mais uma vez a heresia, se caminhar com fé emagrece mais rápido.
Escrito por Anderson Ribeiro às 09h38
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